Siria próxima de ser alvo militar

Siria próxima de ser alvo militar

Exército sírio escoltado um comboio de veículos que transportam uma equipe de especialistas em armas químicas das Nações Unidas durante a sua visita quarta-feira para o subúrbio de Damasco de Zamalka.( Bassam Khabieh/Reuters
Exército sírio escoltado um comboio de veículos que transportam uma equipe de especialistas em armas químicas das Nações Unidas durante a sua visita quarta-feira para o subúrbio de Damasco de Zamalka.( Bassam Khabieh/Reuters

O primeiro-ministro David Cameron recebeu apoio nesta quarta-feira do conselho de segurança britânico para uma ação sobre a Síria, após uma reunião de emergência em que foi afirmado que o uso de armas químicas era inaceitável e que o mundo não deve esperar para agir. Com esse respaldo, o Reino Unido pressionou o Conselho de Segurança da ONU para que aprovasse uma intervenção militar no país. Com nações se mostrando cada vez mais dispostas a uma ação mesmo sem o aval da ONU, o governo sírio reagiu. Acusou os rebeldes pelo ataque químico e pediu às Nações Unidas para manter a sua equipe de inspetores em Damasco para além do seu prazo de domingo, solicitação que poderia complicar o cronograma para o esperado ataque militar.

As articulações internacionais por uma ação contra a Síria ganham força, com a Otan afirmando nesta quarta-feira que o caso não pode ficar sem resposta. O secretário-geral da aliança atlântica, Anders Fogh Rasmussem, disse que informações de diversas fontes apontam para o governo do presidente Bashar al-Assad como o culpado pelo ataque químico. Para Rasmussem, a questão constitui uma clara violação das normas internacionais e os responsáveis devem prestar contas.

Enquanto crescem as pressões para uma intervenção militar, Ban Ki-moon (Secretário-geral da ONU), defendeu uma solução diplomática. Ban fez um apelo para que o Conselho aguarde um parecer da equipe de inspetores que investiga o uso de substâncias tóxicas que podem ter matado até 1.300 pessoas. Os inspetores visitaram nesta quarta-feira pela segunda vez a área alvo de ataque químico, nos arredores de Damasco.

– Deem uma chance à paz. Deem uma chance à diplomacia – conclamou o secretário-geral da ONU durante uma visita a Haia. – É essencial apurar os fatos. Os inspetores conseguiram coletar amostras valiosas e entrevistar vítimas e testemunhas. A equipe precisa de tempo para fazer o seu trabalho.

Para a Rússia, o Conselho de Segurança da ONU também deve aguardar o relatórios dos inspetores antes de considerar uma resposta. A declaração do vice-chanceler Vladimir Titov sinalizou a oposição da Rússia à proposta do Reino Unido de apresentar uma resolução ao Conselho, nesta quarta, autorizando “medidas necessárias” para proteger os civis sírios. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que a intervenção dos EUA na Síria seria um desastre.

No Brasil, durante a posse do novo chanceler Luiz Alberto Figueiredo, a presidente Dilma Rousseff reafirmou que o posicionamento do Brasil é sempre a favor de adoção de medidas apenas depois que a ONU aprovar:

– Adotamos rigoroso conceito de não intervenção e só adotamos ações excepcionais em defesa da preservação de vidas humanas, se passarem pelo devido escrutínio e tiverem o amparo da ONU. Defendemos soluções negociadas para crises externas e internas, propugnamos pela soberania de todos os povos, postulamos a democracia como saída para crises políticas.

Fontes: Extra / New York Times

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