Teatro Riachuelo – A PARTILHA – Texto e Direção: Miguel Falabella

Teatro Riachuelo – A PARTILHA – Texto e Direção: Miguel Falabella

UM DOS GRANDES SUCESSOS DO TEATRO BRASILEIRO, ‘A PARTILHA’.   Com texto e direção de Miguel Falabella, montagem reúne Arlete Salles, Elizangela, Patricya Travassos e Alessandra Maestrini
UM DOS GRANDES SUCESSOS DO TEATRO BRASILEIRO, ‘A PARTILHA’.
Com texto e direção de Miguel Falabella, montagem reúne Arlete Salles,
Elizangela, Patricya Travassos e Alessandra Maestrini

Em uma carreira pródiga de sucessos, Miguel Falabella tem em ‘A Partilha’ o maior deles. O texto é um clássico contemporâneo que gerou frutos como um filme e uma continuação (‘A Vida Passa’), tendo sido encenado em mais de doze países. A montagem original permaneceu em cartaz por seis anos, foi vista por mais de um milhão de espectadores e conquistou o Brasil com a narrativa de quatro irmãs que se reencontraram no velório da mãe e repassaram suas próprias histórias a partir do fatídico episódio. Após reestrear no ano passado com grande sucesso no Rio e São Paulo e fazer uma turnê nacional, ‘A Partilha’ apresenta pela primeira vez em Natal com Arlete Salles, Elizangela, Patricya Travassos e Alessandra Maestrini, no dia 27 de julho, no Teatro Riachuelo.

 ‘A Partilha’ tem uma trajetória de afetos. Nasceu do encontro entre Falabella e suas quatro amigas (Natália do Vale, Susana Vieira e Thereza Piffer que estavam na montagem original ao lado de Arlete Salles). O texto rendeu a Falabella o Prêmio Molière de melhor autor. O sucesso foi tão grande que o espetáculo chegou a ficar em cartaz simultaneamente no Rio e São Paulo, com dois elencos distintos, e fez duas turnês nacionais. “Essa peça foi modificadora da vida de todos nós”, exalta Falabella. “É um texto iluminado, atemporal, que merecia ser revisitado”, empolga-se Arlete. Para Patricya, o êxito do espetáculo não foi por acaso: “a peça fala do humano, de como as pessoas são de fato, com seus erros e acertos”.

 A simplicidade e o bom humor que permeiam a história atingiram de imediato a memória afetiva dos espectadores e conquistaram a crítica. ‘A Partilha’ é apontada, ainda hoje, como um dos pontos altos da carreira de Falabella. Já estavam presentes no texto características marcantes da obra do autor: o humor cáustico, o olhar afetivo sobre as relações familiares, mulheres coloridas e de personalidade forte, personagens distantes de estereótipos, plenos de contradições, mas também cheios de verdade e sede de vida, além da maestria em levar o espectador da gargalhada ao nó no peito em uma questão de segundos.

A peça narra o reencontro das quatro irmãs logo após a perda da mãe. Juntas, elas terão que decidir o que fazer com a herança, o que serve de pretexto para repassarem as próprias vidas, bem como toda a relação familiar. A tijucana Selma (Patricya) é a irmã mais conservadora e vive um casamento tedioso com um militar; Regina (Elizangela) é liberada, esotérica, não costuma se reprimir e tem uma visão “alto astral” da vida; Lúcia (Arlete) abandonou um casamento convencional e o filho para viver um grande amor em Paris; e Laura (Alessandra), a caçula, revela-se uma intelectual sisuda e surpreende as irmãs com suas atitudes, sobretudo quando se assume homossexual. As quatro mergulham no passado e deixam vir à tona as diferenças e afetos em uma jornada emocionante, repleta de humor e ironia.

 O espetáculo tem cenários de Beli Araújo, figurinos de Sônia Soares e iluminação de Paulo César Medeiros.

Fonte: Teatro Riachuelo

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